Centenário
Uma estética uruguaia nos campos de várzea de São Paulo
Otavio Luis
9/8/20261 min read

Era meado do ano de 2023, e entre minhas andanças pelo futebol de várzea de São Paulo e cidades próximas, me deparei com uma rapaziada que todo fim de semana está na atividade para bater aquela bola. Uma galera que adotou para si, um nome e uma estética de nossos Hermanos uruguaios. Estou falando do time do Centenário.
Em meio aos campos de terra e alambrados enferrujados, o Centenário chama atenção logo de cara. Seja pelas cores que remetem ao futebol uruguaio ou pela forma como seus jogadores carregam no peito uma estética muito própria dentro da várzea paulista. Existe algo de tradicional naquele time, como se cada partida fosse jogada com a seriedade de uma final no Estádio Centenário de Montevidéu
Depoimento Hernan…
Como fotógrafo, encontrei naquele ambiente algo que sempre busco registrar: personalidade.
Porque a várzea não é apenas futebol. Ela é memória coletiva, amizade, ocupação dos bairros e expressão cultural. Cada detalhe carrega uma história, da chuteira embarrada à resenha com churrasco pós jogo.
Talvez seja isso que torne o Centenário tão interessante. Em uma cidade gigantesca como São Paulo, onde diferentes culturas se cruzam o tempo todo, a várzea continua criando suas próprias releituras do mundo. E em um canto qualquer da periferia, o Uruguai também encontrou espaço para existir através do futebol.
Texto escrito por Otavio Luis @otavioluiix
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